Antropoceno, Ecologia Humana e Metrologia: desafios para o ordenamento territorial
- EcoMetrologia

- 8 de set. de 2021
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Atualizado: 9 de set. de 2021
No decorrer da história natural, a espécie sapiens desenvolveu a capacidade de adaptar-se a diferentes condições ambientais, climáticas e fisiológicas (HARARI, 2015). A evolução humana é marcada por inúmeros eventos que a levou a ocupar parte significativa do globo terrestre (STEPHENS et al., 2019). O desenvolvimento da agricultura, a expansão marítimo-comercial, o colonialismo e o neocolonialismo, chegando até as revoluções industriais são marcos históricos que permeiam todo este processo de ocupação (ELLIS et al., 2013). Hoje, composta de quase 7 bilhões de indivíduos, a população humana se depara com grandes desafios no contexto do Antropoceno (SELCER, 2021). Apesar de não haver uma delimitação muito precisa do início do período antropocênico na literatura (IQBAL & KHAN, 2021), assume-se como norteador o momento em que a população passa a crescer exponencialmente (BURDON, 2021), seguindo uma curva de crescimento logístico (BROOK, ELLIS & BUETTEL, 2018; PERONI & HERNÁNDEZ, 2011). Nesta etapa da história, as pressões ambientais geradas pela ação antrópica engrandeceram-se, tendo em vista a demanda por recursos para suprir a crescente população (MATTHEWS, 2021). Aditivamente, os territórios passaram por mudanças significativas, de modo a possibilitar o estabelecimento, o crescimento e o desenvolvimento das comunidades (ALLAN, CASTILLO & CAPPS, 2021). Este conjunto de fatores contribuíram substancialmente para o estabelecimento da espécie (ELLIS, 2014). Entretanto, o incremento de poluentes na atmosfera, no ar e no solo, a redução dos recursos naturais (renováveis e não renováveis), o desmatamento e a ocupação de áreas inadequadas à habitação ou à produção apontou para os limites planetários (DEFRIES et al., 2012; ROCKSTRÖM et al., 2009). A delimitação do Antropoceno nos indica que estes agentes mudaram a história natural da espécie, estabelecendo um novo período geológico para o planeta Terra (LOURO et al., 2021; ZALASIEWICZ et al., 2015). Neste sentido, retoma-se o preposto dos desafios do Antropoceno (BRONDIZIO et al., 2016). Em meados de 2010 a população terrestre atingiu seu ponto de inflexão na curva de crescimento logístico (STEFFEN et al., 2015), ou seja, sua taxa de crescimento reduziu, culminando em um crescimento mais lento (RICKLEFS & RELYEA, 2016). Uma arca de conteúdo científico e teórico foi produzido neste período, demonstrando que esta redução se destaca como uma oportunidade para a mudança (BRONDIZIO et al., 2016; DEFRIES et al., 2012; ELLIS, 2014; ROCKSTRÖM et al., 2009; STEFFEN et al., 2015), a qual considera os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (UNITED NATIONS, 2015) como norteadores. Assim, entes governamentais, institutos de pesquisa e desenvolvimento, organizações não-governamentais e a sociedade civil passaram a se dedicar e a requerer tecnologias, diretrizes normativas e reguladoras e condições que possibilitassem o atingimento de um futuro salutar para as presentes e futuras gerações (DAGNACHEW et al., 2021; HIRALDO & TANNER, 2011; IPCC, 2018), garantindo os direitos essenciais às populações (BRASIL, 1988). Para tanto, inúmeras propostas foram (e ainda são) discutidas globalmente para criar condições necessárias para a manutenção da humanidade no planeta (ROCKSTRÖM et al., 2009; STEFFEN & MORGAN, 2021; STEFFEN et al., 2015). Adentrando este contexto, depara-se com o ponto central deste trabalho, o ordenamento territorial (AMICI, 2011; BURKHARD et al., 2012; KEERSMAEKER et al., 2014; ZHENG, MYINT & FAN, 2014). Como dito anteriormente, a ocupação de áreas foi um dos pontos marcantes na história e foi ela a responsável por mudanças significativas no território (ELLIS et al., 2013; HE, LI & ZHANG, 2015; WEI et al., 2021). Atualmente, vê-se no ordenamento territorial uma chave de mudança para otimizar o uso e a ocupação dos espações terrestres (BAKKER, VERBURG & VLIET, 2021; DORNINGER et al., 2021; O’CONNOR et al., 2021), bem como para recuperar áreas degradadas e mais impactadas pela ação antrópica (PRESSEY et al., 2021; WARD et al., 2021). Através de um planejamento territorial robusto é possível estabelecer medidas públicas que tangem os processos de preservação e conservação ambiental (LOISEAU et al., 2021; WILGEN, 2021). Também é viável predizer áreas que sejam mais adequadas à ocupação humana, à produção agrícola e à construção de áreas loteáveis (CHETCUTI, KUNIN & BULLOCK, 2021; DORNINGER et al., 2021; NOORDWIJK, 2021). Pontua-se que isto ainda oportuniza a composição de áreas de zoneamento ecológico, tanto para o amortecimento de impactos ambientais no meio natural e na comunidade humana (ELLIS, PASCUAL & MERTZ, 2019; FA et al., 2020; NOORDWIJK, 2021), quanto como corredores ecológicos para manutenção da vida silvestre e preservação de espécies nativas (HONORIO CORONADO et al., 2021; MBARU et al., 2021; RAHMAN et al., 2017). De acordo com estes dizeres, nota-se que a composição de um projeto de ordenamento territorial deve perpassar por diferentes áreas do conhecimento, de maneira a dar robustez à sua estrutura técnico-científica (ELLIS et al., 2018; RANDIN et al., 2020). Evidentemente, agregar dados ambientais e antrópicos neste sistema é de suma importância e um modelo que assimile tais informações geoespaciais contribui para reconhecer de forma ampla o ambiente (BAGSTAD et al., 2013; MAS, PÉREZ-VEJA & CLARKE, 2012), possibilitando a proposição de projetos de ordenamento territorial (CHANDLER & PUGH, 2021; GROVE, 2021; LEIMGRUBER & SONGER, 2021; WAKEFIELD, 2021). É neste contexto que se assume o modelo de antromas (ELLIS, 2020). Estruturado por Ellis & Ramankutty em 2008 (ELLIS & RAMANKUTTY, 2008), os antromas se apresentam como subdivisões dos biomas terrestres, baseando-se em dados sobre densidade demográfica e uso e cobertura do solo. Este arranjo territorial possibilita o reconhecimento de características que modelam os espaços terrestres (RIGGIO et al., 2020). Por meio desta modelagem é possível identificar áreas que demandam atenção pública (LOCKE et al., 2019) e outras que podem ser empregadas em outras finalidades, para as quais seu uso ainda não foi estabelecido (OBERLACK et al., 2019). Apesar da ferramenta já estar integrada ao Google Earth (Google LCC.), os biomas antropogênicos ainda não são empregados como recurso para o ordenamento territorial em território nacional (GOBBO, 2020). Isto se dá pela limitação na visualização através da plataforma Earth. Em pesquisa realizada em 2020, verificou-se que os antromas classificados no solo brasileiro não possibilitavam a identificação de recortes naturais importantes, nem a identificação de áreas nativas, de pastagem, de plantio, entre outros (GOBBO, 2020). Um dos fatores apontados como limitante para a esta visualização é a fonte de dados empregadas pelos autores na estruturação do mapeamento dos antromas globais (ALESSA & CHAPIN, 2008; ELLIS, 2011). De acordo com a literatura, os dados fonte para a análise de correlação, e posterior aplicação nos softwares de mapeamento, são provenientes de bases globais de informações geográficas (DEFRIES et al., 2012; MARTIN et al., 2014). Ainda que muito robustas e complexas, os dados apresentados nestas plataformas cobrem grandes áreas, distorcendo a informação em áreas menores, o que leva à limitação na visualização (MORRISON et al., 2021; PARREIRA et al., 2019). Por outro lado, há indicativos de que bases de dados regionais fornecem informações geográficas mais próximas da realidade local (ARLÉ et al., 2021; MINX et al., 2021), assimilando recortes naturais importantes e áreas já identificadas como áreas de preservação, conservação e/ou zoneamento ecológico (GOLDBERGS et al., 2018; LARK et al., 2017; MAGLIOCCA & ELLIS, 2013). Com isso, em 2020, propôs-se a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) como fonte para os dados de entrada na análise de correlação, para ulterior mapeamento dos antromas brasileiros (GOBBO, 2020). Seguindo uma estrutura de análise crítica de resultados e métodos, a qual foi baseada na Norma ISO/IEC 17025 (2017), avaliou-se a qualidade dos dados geoespaciais indexados na plataforma nacional. Os resultados apontaram para a qualidade das informações geográficas presentes na INDE, reduzindo a área de cobertura do dado geoespacial e assimilando os recortes naturais anteriormente tratados (GOBBO, 2020). Neste sentido, notou-se que a correlação entre Metrologia e Ecologia Humana agregou valor aos dados analisados. Além disso, ampliou o reconhecimento de características relevantes que afetam o mapeamento em escala regional, principalmente no que tange aos métodos empregados na produção destes dados e aos resultados em si (MAHMOUD et al., 2021; MITTAZ, MERCHANT & WOOLLIAMS, 2019; SENÉ, GILMORE & JANSSEN, 2017). Visando dar forma e fundamentar ainda mais esta conexão entre as duas ciências, o presente trabalho assume como objetivo central a regionalização dos antromas para aplicação no ordenamento territorial, respaldada em ferramentas metrológicas. Ao considerar a Metrologia na estruturação dos biomas antropogênicos brasileiros assume-se o caráter de garantia da qualidade da informação geográfica, apontando indicadores que darão a produtores e usuários de dados e mapeamentos geoespaciais. Ademais, com esta junção de ciências pretende-se demonstrar como um pode contribuir com a outra, de modo a estabelecer ferramentas de ordenamento territorial mais robustas e contextualizadas na realidade local.
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