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Identidade e Publicidade: Planejamento Estratégico e Branding

  • Foto do escritor: EcoMetrologia
    EcoMetrologia
  • 16 de fev.
  • 3 min de leitura

Avançando sobre o uso dos dados pelos empreendimentos e considerando o planejamento estratégico, devemos ponderar também sobre a imagem que os empreendimentos criam de si no mercado e como suas práticas (como as associadas à LAI e à LGPD) refletem nas suas estruturas de compliance. Notadamente, também se integram aqui questões como responsabilidade social, identidade da marca e branding. Venha entender estas articulações conosco, boa leitura!

 

Publicidade dos dados para consolidar a identidade  

 

Evidentemente, os empreendimentos tem-se valido de suas ações como mecanismo de valoração de imagem da marca. Retomando normalizações ISO associadas ao Sistemas de Gestão, como a 9000 e a 14000, e considerando certificações expedidas para determinados tipos de produtos, seja por órgãos públicos, seja por empresas privadas, temos um atestado seja da qualidade ou seja do atendimento a requisitos legais ou normativos para determinados produtos e serviços. Ao passo que os empreendimentos adquirem tais certificações e passam a publicizar (voluntariamente ou compulsoriamente), eles demonstram que se alinham às práticas que asseguram sua performance no mercado corporativo.

Nesta linha, muitos empreendimentos estão se valendo de suas plataformas digitais para complementar tais práticas. Notam-se inúmeras corporações divulgando dados sobre eficiência energética, emissões de carbono, restauração/regeneração ambiental, tratamento de resíduos e efluentes (águas), entre outros, como meio de demonstrar seu comprometimento com premissas ambientais e sociais. Por outro lado, tem-se ainda a demonstração do comprometimento com causas sociais, raciais, culturais e de gênero das corporações através dos seus respectivos portifólios digitais, onde são reportadas características, anonimizadas e genéricas, sobre seus quadros funcionais e suas práticas trabalhistas que demonstram integrar diferentes grupos étnico-raciais, sociais, culturais e de gênero.

Estas práticas são parte do que entendemos como planejamento estratégico para o crescimento e consolidação das marcas. A partir do momento em que os empreendimentos publicizam dados sobre suas dinâmicas operacionais e suas propostas de cultura corporativa, seguindo os princípios gerais da LAI e da LGPD, eles alinham-se a clientes, a consumidores e a investidores que buscam empresas que possuem as mesmas perspectivas de consumo, de ideais e de cultura.

 

Entendendo quem constrói a marca e quem consome a marca

 

Devemos pontuar ainda que os dados de fornecedores e de clientes também são fundamentais para interpretar e reconhecer o tipo de produto que se produz e o público que se atinge em determinado empreendimento. Ao verificar o comprometimento dos fornecedores de determinada empresa, o empreendedor consegue avaliar a adequação deles ao modelo produtivo estabelecido, alinhando ao seu planejamento estratégico. Se um fornecedor gera problemas e riscos constantes torna-se inviável ou dificultoso contar com ele à medida que o negócio tende a crescer. Por outro lado, se o fornecedor atende a todas as expectativas do negócio (prazo, qualidade, comprometimento, preços), este tem grandes chances de crescer conjuntamente com o negócio, integrando-o ao planejamento estratégico da empresa.

Do outro lado, o perfil de clientes e de consumidores também pode ser determinado através dos dados gerados ao longo dos processos empresariais. Os dados permitem ao empreendimento reconhecer quem e quais são os consumidores do produto ou serviço gerado por ele. Além disso, eles permitem avaliar a qualidade deste consumidor (pagamentos, recorrência, padrão de consumo, entre outras), bem como a sua fidelidade ao produto ou serviço. Com estes dados é possível estruturar planos de ações que estejam vinculados tanto aos consumidores (fidelizados com produtos ou serviços) quanto aos clientes (potenciais consumidores de produtos ou serviços).

Neste horizonte, os dados são fundamentais para alinhar os projetos de Marketing e comunicação da marca ao planejamento estratégico, pois, para crescer corporativamente é preciso saber quem e como atingir para gerar a fidelização e o consumo do serviço ou do produto. Deste modo, os dados tratados podem fornecer caminhos para a correção de determinadas inconsistências com clientes e consumidores, assim como para alinhar o perfil do cliente à identidade da marca, o que está no guarda-chuva do branding de marcas.

 

Planejamento estratégico articulado com a estrutura empresarial

 

Com isso, podemos extrair que os dados percebidos, produzidos, tratados e analisados pelas empresas são instrumentos valiosos para a estruturação do planejamento estratégico. Em se tratando de fornecedores, os dados são excelentes indicadores da qualidade e do comprometimento deles com os empreendimentos. De outro lado, os dados são fundamentais para compreender os consumidores e clientes, favorecendo a estruturação de um planejamento estratégico alinhado ao branding da marca e ao perfil daqueles que consomem o serviço ou o produto. Por outro lado, a publicidade da performance corporativa, do comprometimento social-cultural-ambiental e da estrutura empresarial através da comunicação dos dados fortalece a imagem dos empreendimentos, sendo este um instrumento essencial para o planejamento estratégico.

 

 
 
 

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